Campinas, 20 de Maio de 2019
PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO NA LAGOA
30/03/2015
Notícia publicada na edição n.83 do Jornal Alto Taquaral
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ENTRADA PRINCIPAL DA LAGOA TEM OBRA POLÊMICA

Portão1

A Secretaria de Serviços Públicos apresentou, no final do ano passado, um projeto de remodelação no entorno do Portão 1 da Lagoa do Taquaral aos permissionários do local. A entrada principal do Parque Portugal teria uma praça de alimentação com 18 quiosques padronizados. O projeto, já aprovado pela Setec e pelo Departamento de Parques e Jardins (DPJ), aguarda definição do cronograma de implantação, mas encontra certa resistência por parte dos permissionários. O Jornal não teve acesso ao projeto oficial.

Na tentativa de encontrar uma porta para o diálogo com o secretário Ernesto Paulella os comerciantes buscaram apoio do vereador Thiago Ferrari. “Atendi o pedido deles pois entendo que algumas de suas reivindicações para alterar o projeto inicial da Prefeitua tem consistência”, explicou o vereador.

Na proposta inicial a praça de alimentação segundo informações da Setec, teria 16 quiosques ocupados pelos atuais permissionários das barracas de alimentação e dois para uso institucional. Nele também estava prevista a construção de um banheiro junto aos boxes que devem ser construidos de alvenaria no espaço do estacionamento ao lado do portão 1, alinhados em bloco numa fila dupla no centro, mas montados para lados opostos (um de costas para o outro).

Com essa montagem, as cerca de 70 vagas atuais de estacionamento no local seriam reduzidas para aproximadamente 20 e consideradas insuficientes mesmo com as quatro vagas para idoso e deficiente que devem ficar mais próximas do portão.

Como as obras serão custeadas pelos atuais permissionários, a Prefeitura informou que deu um prazo para que eles se organizem, sem adiantar datas. Cada box custará entre R$ 35 mil e R$ 60 mil, dependendo do tamanho. Antes de iniciar a construção dos quiosques, será necessário um amplo trabalho de infraestrutura com a instalação de rede de esgoto, encanamentos e reformulação das calçadas.

Nenhum dos comerciantes do local fala oficialmente sobre a reforma e explicam que, por possuirem uma permissão a título precário e de interesse público, ficam em sitação pouco confortável para um posicionamento contrário ao que é apresentado pelo poder ppúblico.

Há, porém, um concenso na questão: todos são favoráveis à reforma e foi isto que estimulou o vereador Thiago Ferrari a intermediar o diálogo com a secretaria de Serviços Públicos. “Tenho um trânsito muito bom com o secretário e como percebi que há mesmo esta posição favorável à reforma de todas as partes decidi intermediar. Eu mesmo disse aos comerciantes que do jeito que está não pode continuar. Afinal a lagoa e sua porta de entrada são cartões postais da cidade”


 








UMA NOVA REUNIÃO

 

Mesmo diante da dificuldade para obter informações tanto junto à Prefeitura quanto aos permissionários, nossa reportagem conseguiu levantar que uma nova reunião deve acontecer neste começo de abril e provavelmente na primeira semana. Com exclusivade o Jornal publica parte da proposta que deverá ser apresentada ao secretário nesta reunião (croquis ao lado).

Nela os permissionários levariam algumas questões considerada benéficas para o desenvolvimento da obra pretendida. Entre elas está  uma disposição diferente dos boxes que ficariam um de frente para o outro permitindo uma melhor movimentação e interação do público e até mais segurança para todos.

Outro ponto de conflito seria quanto aos banheiros previstos para serem construidos junto ao boxes na praça de alimentação e considerado pelo próprio vereador como inadequado. “Realmente creio que esta questão precisa mesmo ser revista. Acredito que o ideal seria mesmo melhorar os já existentes no interior do parque e os permissionários já se mostraram dispostos a ajudar neste sentido”.

Os comentários sobre a inadequação dos banheiros são sutentados inclusive pelo que vem acontecendo na Praça Arautos da Paz, que, mesmo localidos em frente ao 4. Distrito, os banheiros no palco foram destruídos.

Para a questão do estacionamento, que teria uma redução drásticas de vagas em função da remodelação do espaço, as opções apontadas passam pela criação de bolsões nas proximidades.

Enfim sabe-se que há vários pontos levantados o que acabou levando os permissionários a elaborarem a proposta própria para tentar conseguir juntar as duas em benefício de todos. A esperança é que de uma forma ou de outra os custos que devem ser arcados pelos permissionários sejam minimizados de alguma forma.

Em paralelo o Conseg Taquaral tem discutido a questão da ciclovia que circunda a lagoa principalmente pelo uso dela aos domingos e feriados quando há um grande fluxo de pessoas. No Conselho tem se discutido também algumas situações provocadas por permissionários do entorno, como o caso específico do “Amarelinho” cuja frequencia e barulho vem provocando muita reclamação de moradores.

E há ainda a questão da segurança. A região da Lagoa e proximidades do Portão 1 são alvos constantes de ladrões de veículos mesmo com a proximidade da sede da Guarda Municipal e da delegacia de polícia

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